sábado, 5 de maio de 2018

São Christóvão

Rio de Janeiro Street Railway
Companhia São Christóvão
1869 - 1906

Resumo Histórico

No dia 23 de junho de 1869, através do Decreto Nº 4.383 é concedida permissão à Companhia Street Railway de implantar uma segunda via na linha da Tijuca e construir os ramais da Cancella e Rio Comprido.

Em 1869, início do assentamento dos trilhos do ramal da Tijuca, da companhia Rio de Janeiro Street Railway, aproveitando o leito da antiga E.Ferro da Tijuca (1859-1866).

Em setembro de 1869, início do assentamento dos trilhos da Rio de Janeiro Street Railway – RJSR. Já no dia 25 de novembro é inaugurada a primeira linha da RJSR, entre o Largo São Francisco de Paula e São Cristovão, com 14,4 km de extensão.

No dia 8 de março de 1870, inauguração da segunda linha da Rio de Janeiro Street Railway - RJSR, para o Andaraí (Tijuca), com 13,6 km de extensão, até a localidade de Segunda-Feira. No decorrer do ano,  são inauguradas as seguintes linhas:

Sacco do Alferes, 30 de junho, 4,900 km
Catumbi, 12 de novembro, 3,900 lm
Caju, 15 de dezembro, 2,150 km

A linha do Sacco do Alferes tinha ponto final no fim da Rua do Livramento. Os carros eram amarelos, com luzes amarelas à noite.

No dia 14 de  janeiro de 1871, inauguração das  linhas de bonde da Haddock Lobo e Rio Comprido da Rio de Janeiro Street Railway Company.


Ramais da Rio de Janeiro Street Railway em 1871:

Ramal
Extensão 
Inauguração

São Christóvão
14,435 Km
1869, nov, 25

Sacco do Alferes
4,926 Km
1870, jun, 30

Catumby
3,856 Km
1870, nov, 12

Caju
2,150
1870, dez, 15

Rio Comprido
1,634
1871, jan 14

Cancella
2,235
1871, abr, 1

Tijuca
13,563
1870, mar 8


No dia primeiro de abril de 1871, inauguração do ramal da Cancella da Rio de Janeiro Street Railway, com 2,235 km.

No dia 28 de outubro de 1872, através de ofício, a Companhia RJSR solicita o prolongamento de suas linhas até a Rua Primeiro de Março. O pedido é indeferido.

Em 1872, a Rio de Janeiro Street Railway Company contava com  37,896 km de linhas.

No dia 3 de junho de 1873, de acordo com a deliberação da assembleia geral dos acionistas, a Rio de Janeiro Street Railway Company transfere sua sede de New York para o Rio de Janeiro, passando a ser denominada Companhia Ferro Carril de São Cristóvão,  de acordo com os  novos estatutos aprovados pelo  Decreto Nº 5.466 de 12 de novembro de 1873. A Companhia contava nesta época com  150 bondes de diversos tipos e 2.000 muares. Nesse ano a companhia recebe autorização para estender suas linhas pela Rua Bella de São João e outras do bairro de São Christóvão. 

No dia 11 de junho de 1873, através do Decreto Nº 5.307 a Companhia São Cristóvão recebe autorização para instalar dois novos ramais, o primeiro,  na rua do Bispo,   e o segundo na Rua Desembargador Isidro, para a Linha Fábrica das Chitas. Os ramais são instalados nas condições expressas no Decreto Nº 4.383 de 23 de junho de 1869. Os ramais são instalados no mesmo ano.

Linhas da Companhia em 1873. 

Ponto Inicial: Largo São Francisco de Paula

Tijuca
Rio Comprido
São Christovão
Ponta do Caju
Cancella
Pedregulho
Catumby
Saúde
Sacco do Alferes

No dia 24 de dezembro de 1875, através do Decreto nº 6.073, atendendo aos pedidos dos moradores,  é concedida à  Companhia  São Christovão autorização para prolongar seus trilhos pela rua da Praia do Retiro Saudoso.

Em 1875, a Companhia São Christóvão contava com frota de 83 bondes e 39,456 km de linhas com bitola de 1,30 m, transportando nesse ano 7.979.376 passageiros.


Em 1876,  Companhia São Christóvão recebe autorização para implantação de linha na Rua Bella de São João e Alegria até o Largo de Benfica, através do Decreto nº 6361 de 25 de outubro de 1876.

Em 1877, a Companhia São Christóvão inaugura nova linha pela Rua Bella de São João, desde a rua do Pau-Ferro até a rua da Alegria, com 1,580 km de extensão. A Companhia, que já contava com 89 carros,  passa a contar com 38,401 Km de linhas. 

Em 1877, encontrava-se pendente o pedido da Companhia para prolongar seus trilhos na rua São Januário, a partir da  Cancella.

No dia 25 de outubro de 1881, através do Decreto n. 6.361 é concedida à  Companhia  São Christóvão autorização para prolongar seus trilhos pelas ruas Bella de S. João e da Alegria até o largo de Bemfica.

Em 1881, a Companhia São Christóvão conta com 56,727 km de linhas, 75 carros abertos e 28 fechados, além de 1.608 muares e 7 linhas em operação: 

Caju
Fabrica das Chitas (atual Praça Sáenz Peña)
Tijuca
Sacco do Alferes
Catumby
Bispo
São Januário

Em função dos resultados satisfatórios das experiências realizadas com tração a vapor nos percursos além da estação do Mangue, foi autorizada a companhia a empregar a mesma tração na linha da Tijuca, para o que dispõe de uma locomotiva "Baldwin Locomotive Works".

"Os bondes da linha da Tijuca são puchados por uma locomotiva de número 126 A, da rua Conde de Bonfim até o ponto terminal da linha (Raiz da Serra); a locomotiva não trabalha sinão: de manhã das 7h e 39 min. ás 9 e 39, e de tarde das 2h e 59 min. ás 6 e 39. Gasta a locomotiva quer na subida, quer na descida cerca de 5 minutos. Nas outras horas do dia os carros são puchados por 3 ou 4 animaes." - Guia do Viajante do Rio de Janeiro.

Em 1881 é substituída a estação da Tijuca. A Companhia também contava com estações no Largo São Francisco de Paula e outra na rua Visconde de Itauna.

No dia 17 de junho de 1882, através do Decreto 8.595, é aprovado o acordo celebrado pela Companhia Carris Urbanos e de São Christóvão para o estabelecimento das linhas 7ª e 8ª , mencionadas na cláusula 2ª das que baixaram com o Decreto nº 7.007 de 21 de agosto de 1878.

Em 1882, a Companhia São Christóvão prolonga a linha da Estrella em mais 400 metros através da rua da Conciliação.

No dia 18 de agosto de 1883, através do Decreto nº 8.991, a Companhia São Christóvão recebe autorização para prolongar a linha da rua Barão de Itapagipe até a frente da matriz da freguesia do Engenho Velho.

No dia 18 de dezembro de 1883,  a Companhia São Christóvão inaugura o prolongamento de 962 metros da linha da rua do Bispo com um ramal pela rua Barão de Itapagipe e outro ramal pela rua Santa Alexandrina. A companhia contava no início do ano com 79 carros abertos e 27 fechados.

Em 1883, com 105 carros e 55 km de linhas, a Companhia transporta 10.934.747 passageiros.

No dia 16 de fevereiro de 1884, através do Decreto n.9.635, após solicitação,  a Companhia São Christovão recebe autorização para modificação do traçado que se refere o Decreto n. 8.991 de 18 de Agosto de 1883. O novo decreto concede à companhia permissão para destacar da linha da rua do Haddock Lobo um ramal até á frente da Matriz da Freguezia do Engenho Velho, na rua de S. Francisco Xavier, e para prolongar a linha da rua do Bispo, no Rio Comprido, pela rua do Barão de Itapagipe, até ao fim desta.

No dia 17 de junho de 1884, foi entregue ao tráfego 3,565 km de linhas no ramal de Estácio de Sá da Companhia São Christovão, referentes ao Decreto 8.594 de 17 de junho de 1882, que aprovava o acordo celebrado com a companhia Carris Urbanos para permuta das linhas do Estácio de Sá e Sacco do Alferes.

Em 1887, a Companhia São Christóvão com 113 carros e 56,278 km de linhas, transporta 10.657.238 passageiros.


Carro da Companhia São Christóvão, passando em frente ao Real Gabinete Português de Leitura,  a caminho do Largo de São Francisco. Foto Marc Ferrez, por volta de 1890 

Intervalo Mínimo, em minutos,  nas Principais  Companhias de Carris  em 1890:

Carris Urbanos           3 
Jardim Botânico         10 
Villa Izabel         15 
Plano Inclinado (Santa Teresa) 15 
Companhia São Christóvão 20 
Jacarepaguá         70


Linhas da Companhia São Christóvão em 1892 

Alegria
Caju
Pedregulho
São Januário
Campo de São Christovão
Coronel Figueira de Mello
Bispo
Estrella
Santa Alexandrina
Itapagipe / Estácio
Catumby 
Tijuca
Uruguay
Fábrica
São Francisco Xavier

(1) Ponto inicial no Largo São Francisco de Paula


No dia 27 de setembro de 1894,  entra em vigor Portaria Municipal que limita a lotação dos bondes das companhias Jardim Botânico, Villa Isabel e São Christóvão,  em 38 passageiros, sendo 4 passageiros por banco e 6 passageiros na plataforma traseira, proibindo o trânsito nos estribos e na plataforma dianteira, sob pena de multa. Nos carros de bitola estreita da Companhia Carris Urbanos só poderiam viajar 3 passageiros por banco e 4 na plataforma traseira.

Em 1896, a Companhia contava com 62,589 km de linhas, com bitola de 1,37 m.

Em 1897, segundo o Relatório da Secção de Fiscalização de Carris, Eletricidade e Estradas de Ferro Municipaes,  todas as companhias de carris vinham prestando um bom serviço à população, com exceção das companhias São Christóvão, que não respeitava muito bem os horários, e das companhias Jacarepaguá e Sepetiba, com material rodante desgastado e tráfego deficiente.

Em 1899, a Companhia transporta 18.579.150 passageiros.

No dia 16 de julho de 1900, inauguração da nova linha de bonde que liga a rua Aguiar à rede da Companhia São Christóvão. 

Em 1900 a Companhia São Christóvão, com cerca de 130 carros de tração animal,  transporta  16.462.021 passageiros pagantes, contra 18.579.151 em 1899. Nesse ano a companhia inaugura os prolongamentos das linhas da Alegria, com 1.011 metros,  e do Jockey Club, com 1.358 metros, até o Largo de Bemfica. 

No dia 14 de junho de 1901, início do "quebra-quebra", contra o aumento das tarifas de bonde, que durou 6 dias e incendiou 26 bondes da Companhia São Christóvão.

Em 1906, a companhia contava com 64 km de linhas.

No dia 8 de maio de 1906, é feita petição ao Conselho Municipal para a aprovação do projeto de unificação das três companhias de carris, São Cristóvão, Villa Izabel e Carris Urbanos. Após discussões e conferências, foi promulgado o Decreto Nº 1.112 de 22 de novembro de 1906, autorizando o Prefeito a rever o contrato das três companhias. No dia 25 de junho de 1907 as três companhias assinam o contrato de unificação, com ligeiras modificações, aprovado pelo Conselho Municipal pelo Decreto Nº 1.142 de 6 de novembro de 1907. O contrato definitivo é assinado na Prefeitura no mesmo dia. A “The Rio de Janeiro Tramway, Light and Power Company Limited” figura na qualidade de fiadora perante à Prefeitura Municipal, pelo fiel cumprimento de todas as condições e obrigações do contrato.

Marcelo Almirante
Página lançada no dia 5 de maio de 2018




















Locomotora

Companhia Locomotora
1865 - 1878

Resumo Histórico

No dia 20 de dezembro de 1865, é organizada a Companhia Locomotora, aprovada pelo do decreto 3.568 de 20 de dezembro de 1865, destinada principalmente para o transporte de sacas de café entre a estação Dom Pedro II, o porto, os armazéns e o centro comercial, com linhas nos bairros da Gamboa e Saúde.  Nota-se que nessa época, a Estrada de Ferro Dom Pedro II ainda não contava com o ramal da Marítima, inaugurado somente em 1880.

No dia 20 de fevereiro de 1871, através do Decreto Nº 4.698 do Governo Imperial, é aprovada a planta (projeto) e são estabelecidas as cláusulas para execução da primeira linha da Companhia Locomotora, concedida através do decreto 3.568 de 20 de dezembro de 1865. A linha entra em operação em serviço experimental no dia primeiro de agosto de 1871.

A Companhia Locomotora, em 1871,  foi a quarta empresa de carris da a entrar em atividade na cidade, após as companhias Carris de Ferro da Tijuca (1859), Botanical Rail Garden (1868), e Rio de Janeiro Street Railway Company (1869).

No dia primeiro de agosto de 1871, ainda em testes, inauguração da primeira linha de bonde de tração animal da Companhia Locomotora, com bitola de 0,82 m e 12,5 km de extensão, com linhas entre a Estação Dom Pedro II e o centro comercial da cidade, atendendo também aos bairros da Saúde e Gamboa. 

No dia 25 de setembro de 1872, inauguração do alargamento da rua da Saúde, pela Companhia Locomotora, que contava  com 12,5 km de linhas em operação.

Em 1873, a Companhia Locomotora inicia o serviço de transporte de passageiros, antes exclusivo ao transporte de cargas. Contava com 18,255 Km de linhas, frota de 57 bondes e 504 muares. 

No dia 14 de março de 1873, a Companhia recebe autorização para prolongar suas linhas, a partir da Rua Teófilo Otoni, passando pelas ruas Uruguaiana e Rosário, seguindo até o mar, entrando na Primeiro de Março, Praça Dom Pedro II, ao lado do Hotel de France, até encontrar os trilhos já existentes das ruas do Mercado e Teófilo Otoni. 

Em 1873  também foi concedido ao Dr. Luiz Bandeira de Gouvêa e Carlos Fleiuss a implantação de trilhos para o transporte de carga nas ruas do Hospício. Alfândega, São Pedro e General Câmara, a serem percorridos pelos carros da Companhia Locomotora. No dia 29 de janeiro de 1875, através de escritura a Empreza Fleuissf transfere a concessão de sua linha à Companhia Locomotora, transferência esta que foi aprovada pelo decreto 5.878 de 20 de fevereiro de 1875.

No dia 23 de janeiro de 1874, é inaugurado o prolongamento das linhas da Companhia Locomotora pelas ruas Uruguaiana, Rosário, Primeiro de Março e Praça Dom Pedro II, até encontrar os trilhos já existentes das ruas do Mercado e Teófilo Otoni. 

A Companhia Locomotora, além do transporte de passageiros continuava a realizar o transporte de carga em maior escala que às demais companhias. Contava com 23 carros de passageiros e 55 vagões diversos para mercadorias. Sua estação central se localizava na rua Larga de São Joaquim, atual Marechal Floriano, que abrigava armazéns e oficinas, onde construía e mantinha seus carros.

No dia primeiro de fevereiro de 1875, a Companhia Locomotora inaugura o serviço de passageiros pelas ruas Uruguayana e do Rosário. 

Em 1875, com 27 carros de passageiros e 21 km de linhas de bitola de 0,82 m, a Companhia Locomotora transporta 3.197.238 passageiros.

Em 1876, Companhia Locomotora contava com 3 estações: Rua Larga de São Joaquim (atual Marechal Floriano), da Prainha e do Lazareto.

Através de portaria, no dia 12 de abril de 1877, é permitido à Companhia Locomotora transportar passageiros nas linhas das ruas do Príncipe e Princeza dos Cajueiros, como também assentar trilhos nas ruas da Costa e Nuncio, afim de ligar as ruas do Príncipe e Princeza dos Cajueiros até a rua da Alfândega e Largo de São Joaquim.

Ainda em 1877, Companhia Locomotora assenta trilhos nas ruas do Nuncio, Larga de São Joaquim e do Costa, autorizadas pela portaria de 12 de abril de 1877. A companhia passa a contar com 21,597 km de linhas.

No dia 28 de agosto de 1877, as companhias Fluminense, Locomotora, Santa Thereza e Riachuelo solicitam pedido para se fundirem numa só. O pedido só é autorizado no dia 24 agosto de 1878, através do Decreto nº 7.007.

No dia 24 de agosto de 1878, fusão de 4 empresas de carris criando a Companhia de Carris Urbanos, formada pelas Companhia Locomotora, Companhia Santa Theresa (só parte baixa), Companhia Carioca e Riachuelo e Companhia Carris Fluminense. A nova empresa com 55,220 km de linhas que cobria toda a área central da cidade e seus terminais ferroviários e portuários, também realizava o transporte de cargas. Contava com 67 carros de passageiros, 52 de carga e 770 muares. Em 1907 a empresa passa para o controle da companhia "Rio de Janeiro Tramway Light and Power", quando suas linhas são eletrificadas.


Marcelo Almirante
Página lançada em 5 de maio de 2018















quinta-feira, 3 de maio de 2018

Ilha do Governador

Companhia de Melhoramentos da Ilha do Governador
Prefeitura do Distrito Federal
1922 - 1965

Resumo Histórico

No dia 20 de agosto de 1921, são desembarcados os trilhos para a construção da primeira linha de bonde.

No dia 4 de outubro de 1922, a Companhia de Melhoramentos da Ilha do Governador inaugura   a primeira linha de bonde elétrico da Ilha , ligando a Praia do Zumbi à Praia da Freguesia, passando pela praia de Cocotá. Os horários dos bondes correspondiam com as barcas na ligação entre a Ribeira e a Praça XV. A linha, com 6,7 km de extensão, tinha bitola de 1,44 metros, a mesma da Companhia Jardim Botânico. A linha servia as praias do Zumbi, Canto, Pitangueiras, Bandeira, Cocotá, Paranapuan e Freguesia. Planejava-se ainda prolongar a linha até o Galeão.

Em 1923, a Companhia de Melhoramentos da Ilha do Governador comunica ao prefeito a necessidade de suspensão do tráfego de bondes, devido à companhia Cantareira não ter iniciado o serviço de barcas na ponte da Ribeira.

No dia 13 de julho, através do Decreto Nº 3.572 é concedido auxílios para a Companhia Melhoramentos da Ilha do Governador, na forma de isenção de impostos. Em função do baixo volume de passageiros, a companhia não tinha condições de manter em boas condições o sistema de carris.

No dia 24 de abril de 1933 , após acordo amigável, a Companhia de Melhoramentos da Ilha do Governador é encampada pela municipalidade, sendo então criada a Viação Elétrica da Ilha do Governador.  A companhia Melhoramentos era deficitária e não fazia a devida manutenção dos carros, decorrente dos preços baixos das passagens que não aumentavam há 40 anos. A Prefeitura assume a companhia por que ela não tinha mais condições de operar e cumprir o contrato assinado com a municipalidade em 22 de dezembro de 1920.

Em 1935, a linha de bonde é prolongada do Cocotá até a Freguesia (Bananal).



Bonde com reboque no Cocotá, em 1960


Passageiros Transportados

1944 - 5.477.000
1945 - 4.279.000
1946 - 5.383.000
1947 - 5.460.000
1948 - 5.384.000
1960 - 2.627.000
1961 - 2.507.000

Em maio de 1963,  a população da Ilha do Governador reclamava do plano de extinção de sua única linha de bonde, com 7 km de extensão entre a  Ribeira e o Bananal, transportando cerca de 10 mil passageiros/dia. A passagem custava apenas 1 cruzeiro, sendo gratuita para os estudantes. Também era  permitido o uso de calção ou bermuda, e viajar sem camisa no reboque.

Bonde da Ilha do Governador em 1963

Bonde com reboque na década de 1960

No dia 10 de abril de 1965, circula o último bonde na Ilha do Governador. 


REFERÊNCIAS:

"Melhoramentos para a Ilha do Governador".Gazeta de Notícias. 1921, agosto, 20. Primeira página.


Marcelo Almirante
Página lançada em 3 de maio de 2018











quinta-feira, 26 de abril de 2018

Jardim Botânico

Botanical Garden Rail Road Company
Companhia Jardim Botânico
1868 - 1910

Resumo Histórico

Em 1856, através do decreto 1.733 de 12 de março, o Governo Imperial concede a Cândido Baptista de Oliveira e seu filho o privilégio para construção de uma linha de ferro-carril entre o centro e a Gávea, no final da atual rua Marquês de São Vicente.

No dia 21 de novembro de 1866, o Decreto Nº 3.738 autoriza a Companhia Jardim Botânico a transferir suas ações a uma companhia estrangeira. 

No dia 2 de julho de 1868, início das obras de assentamento dos trilhos da segunda linha de bondes da cidade, pela companhia Botanical Garden Rail Road. A linha é concluída em 30 de setembro e inaugurada no dia 9 de outubro, ligando a Rua do Ouvidor ao Largo do Machado, com extensão de 3 km e bitola de 1435 mm. Os bondes eram fechados e com capacidade para 30 passgeiros, sendo 18 sentados em bancos longitudinais e 12 em pé nas plataformas de frente e de trás. Cômodos e largos podiam parar por meio de freios que prendiam as rodas. No dia 21 de novembro é inaugurada a extensão da linha desde o Largo do Machado até a esquina da Praia de Botafogo com rua Marquês de Abrantes. No dia 19 de dezembro é inaugurada a extensão até a esquina da rua Voluntários da Pátria com Praia de Botafogo. Também no final do ano é iniciado o assentamento dos trilhos do ramal de Laranjeiras. Os bondes de tração animal desenvolvem velocidade entre 8 e 10 km /h.

Itinerário da primeira linha da Companhia Botanical Garden, inaugurada em 1868: 

Gonçalves Dias, esquina com Ouvidor
Largo da Carioca
Rua d´Ajuda
Passeio
Largo da Lapa
Rua da Glória
Rua do Catete
Largo do Machado

Em princípios de janeiro de 1869, inauguração do ramal de Laranjeiras da Companhia Botanical Garden, com linha na rua das Laranjeiras desde o Largo do Machado até a esquina da rua Guanabara (atual rua Pinheiro Machado). No mesmo mês são recebidos 4 novos bondes, e em fevereiro mais 6. Em julho a companhia contava com 19 carros, todos fechados.

Em março de 1869, a companhia contava com 7,893 km de linhas, sendo 5,710 km na linha principal e 2,183 no ramal de Laranjeiras.

Em 1870, quando a cidade do Rio de Janeiro contava com 235 mil habitantes, as linhas da Companhia Botanical Garden ligavam a Rua Gonçalves Dias até a extremidade da Praia de Botafogo (5,710 km) com um ramal para o bairro das Laranjeiras, desde o Largo do Machado até a esquina da Rua Guanabara, com 2,183 km de extensão. O prolongamento até o Jardim Botânico se encontrava em construção. Nesse mesmo ano surgem os bondes abertos para fumantes com capacidade para 24 passageiros sentados em 6 bancos transversais. 

Enquanto o prolongamento da linha para o Jardim Botânico não é inaugurado, funcionava a conexão entre os bondes da Companhia Botanical Garden e a linha os ônibus de tração animal, entre a Praia de Botafogo e o Jardim Botânico.

Nos horário de maior movimento os bondes da Companhia Jardim Botânico não davam vasão ao grande volume de passageiros, necessitando para isso aumentar o número de viagens, que não era possível, em função da operação em linha singela no centro da cidade. 

No dia primeiro de janeiro de 1871, inauguração da extensão da linha bonde de tração animal da Companhia Botanical Garden, em linha singela, da Praia de Botafogo, esquina com Voluntários da Pátria, até o portão do Jardim Botânico, com 5,230 km de extensão. No fim do ano a linha é estendida até Três Vendas (rua Boa Vista), com mais 1,037 km de extensão. Nos horários de maior movimento os carros da companhia já não dão vazão ao fluxo de passageiros. Enquanto a linha singela no centro não for duplicada, não poderão ser colocados novos carros em tráfego. A companhia passa a contar com 13,123 km de linhas, sendo 5,710 km no trecho Ouvidor – Praia de Botafogo, 5,230 Praia de Botafogo-Jardim Botânico e 2,183 km no ramal de Laranjeiras, até a Rua Guanabara.

Em 1872, a Companhia Botanical Garden já opera até o Largo das Três Vendas, na atual Praça Santos Dumont na Gávea, totalizando 20,845 km de linhas.

No dia 17 de dezembro de 1873, prolongamento da linha da Companhia Botanical Garden, do Largo de Três Vendas, atual praça Santos Dumont, até a Olaria (meio da avenida Marquês de São Vicente), com 708 metros de extensão.

Devido à concorrência dos bondes, o serviço de Gôndolas é extinto. A população dava preferência aos bondes por sua circulação suave, sem as trepidações das ruas desniveladas.


Linhas da Botanical Garden em 1873

Largo do Machado
Botafogo
Laranjeiras

Ponto Inicial: Rua Gonçalves Dias esquina com Rua do Ouvidor


Projetos de bondes de 1873


No dia 17 de janeiro de 1874, a Companhia Botanical Garden, inaugura o trecho Três Vendas (atual Praça Santos Dumont) até a nova estação Olaria, localizada na avenida Marques de São Vicente. No mesmo ano é concluída a duplicação da linha entre o Largo dos Leões e a Lagoa Rodrigo de Freitas. A população reclama pelo prolongamento da linha de Laranjeiras até às Águas Férreas (Cosme Velho). Para construção de estação central na Praça Duque de Caxias, atual Largo do Machado, foi requerida desapropriação de três grandes prédios. 

Em 1875, a  Companhia Botanical Garden opera com 69 carros, sendo 36 abertos e 33 fechados, e possui três estações: a primeira, a central, na Praça Duque de Caxias, no atual Largo do Machado, a segunda, na Olaria, na atual avenida Marquês de São Vicente, na Gávea, e a terceira nas proximidades do Largo dos Leões.


Estudo para a futura estação de Olaria, datada de 10 de novembro de 1875

Estação Olaria, fotografada no século XX


No final de 1875,  a cidade do Rio de Janeiro contava com  142,645 km de linhas, sendo 22,6 Km da Botanical Garden.


Evolução da Rede

Ano                Extensão           Passageiros        Carros
                      (Km)

1875               22,590               6.082.532
1876               23,357
1883               35,982               8.184.487           66 
1887               37,567             10.925.085           80



Bonde fechado da Companhia Jardim Botânico, em 1875, na Praça  José de Alencar, 
no Flamengo.  Foto de Marc Ferrez

Detalhe

Em janeiro de 1876, início da obra de assentamento dos trilhos do prolongamento de 400 metros do ramal de Laranjeiras até a Bica da Rainha, sendo inaugurado no dia 14 de outubro, passando a extensão total das linhas da companhia para 23,357 km.

Em 1876, a Companhia Botanical Garden contava com 71 carros, sendo 36 abertos e 35 fechados, além de 600 muares que trabalham uma média de duas horas por dia, trafegando em velocidade média de 11 km/h.

Em 1876, a Companhia Botanical Garden executa o desmonte de parte da ladeira do Santo Antônio para o alargamento da rua da Guarda Velha, permitindo a ligação até o Largo da Carioca.

Em 1877, a Companhia Botanical Garden implanta via dupla na Rua Senador Vergueiro, no Flamengo, sendo retardada a construção da segunda via na Rua Marquez de Abrantes, em razão das escavações necessárias à construção das galerias de esgoto. Também se acha quase concluída a segunda linha para Laranjeiras. A Companhia conta com 71 carros.

Em 1878 a Botanical Garden duplica a linha da Rua Senador Vergueiro. 

Em 1879, implantação de sistema de comunicação por telefone entre as estações de bonde de tração animal da Companhia Botanical Garden. Nota-se que o invento de Thomas Edison foi divulgado pela primeira vez na Feira de Philadelphia em 1876.

Em 1879, em função da Companhia Copacabana não ter cumprido o preceito da cláusula 29 do decreto 5785 de 4 de novembro de 1874, foi por este e outros motivos considerada caduca a concessão, nos termos do decreto 7.673 de 21 de fevereiro de 1880, ficando sem efeito o contrato.

Em 1880, no dia primeiro de janeiro, movimento popular contra o imposto de 1 vintém (20 Réis) sobre os preços das passagens de bondes, gerando “quebra-quebra” e barricadas.

No dia 25 de agosto de 1880, é dada autorização a Companhia Botanical Garden ao assentamento de trilhos nas ruas Bambina e Olinda no bairro de Botafogo No dia 29 de novembro, é iniciada a operação da via  pela Rua São Clemente até o Largo dos Leões, com 1,779 km de extensão, compondo binário com a antiga linha da Rua Voluntários da Pátria, inaugurada em 1871. 

Em 1880, em função da Companhia Copacabana não ter cumprido o preceito da cláusula 29 do decreto 5785 de 4 de novembro de 1874, foi por este e outros motivos considerada caduca a concessão, nos termos do decreto 7.673 de 21 de fevereiro de 1880, ficando sem efeito o contrato.

Em 1881, a  Botanical Rail Garden muda sua sede de New York para o Rio de Janeiro e no ano seguinte muda sua razão social para Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico . No dia 15 de fevereiro é iniciado o serviço de correspondência entre as linhas de Laranjeiras e Botafogo, sendo na mesma data reduzido a 300 réis o preço das passagens entre a cidade e o Largo dos Leões.. No dia 23 de maio é finalmente iniciada a construção da estação da Praça Duque de Caxias, atual Largo do Machado.

Em 1882, é inaugurada nova linha de bonde de tração animal no bairro de Botafogo, através das ruas Marquês de Olinda, Bambina, São João Batista, General Polidoro e Real Grandeza. Nesse ano a Companhia Jardim Botânico contava com  32,242 km de trilhos, incluso linhas duplas e desvios. Foram transportados 74.982 passageiros com bilhete de correspondência Botafogo - Laranjeiras.

Em 1882, a Companhia Botanical Garden contava com 32,242 km de linhas, incluindo linhas duplas, simples e desvios.

Em 1883, Companhia do Jardim Botânico conta com  66 bondes de passageiros, 15 bondes de serviço, 36 km de vias e 874 muares. No dia 25 de dezembro é inaugurado o prolongamento de 670 metros até a Gávea.

No dia 20 de outubro de 1883, através do Decreto n.9.044, atendendo às reclamações dos moradores da Gávea e do Cosme Velho,  é dada autorização à Companhia Jardim Botânico para prolongar sua linha principal, da Olaria até á Ponte da Rainha, e a do ramal das Laranjeiras até às Aguas-férreas.


Linhas de bonde em 1881

No dia 18 de fevereiro de 1884, inauguração do prolongamento de 480 metros da linha de Laranjeiras até Águas Férreas, da Companhia Jardim Botânico.

Em fevereiro de 1884, a Companhia Ferro Carril Jardim Botânico inaugura o serviço de bonde “bagageiro” para passageiros e pequenas cargas, na linha Largo da Carioca – Praia de Botafogo, com metade do valor da tarifa.


Linhas da Botanical Garden em 1884

Glória 
Catete
Botafogo
São Clemente
Gávea
Laranjeiras


Em 1884, é criado o bonde “caradura”, que permitia o transporte de pequenas cargas e passageiros sem calçados. Em 1920 o bonde é adaptado para o transporte de cargas maiores, ganhando o apelido de “taioba”, sendo muito usado por  lavadeiras e feirantes. Uma linha de “taioba”, inclusive, tinha ponto final no Mercado Municipal da Praça XV. O último “taioba” circula em 1955.

No dia 11 de outubro de 1886, através do Decreto número 9.655, a Companhia Jardim Botânico recebe autorização para o assentamento de trilhos na rua Senador Dantas.

Pelo Decreto Nº 199 de 6 de fevereiro de 1889,  passa a ser de competência da administração municipal o gerenciamento do serviço de ferro carris urbanos e suburbanos, passando desde então à administração municipal os direitos que ao governo federal haviam sido reservados pelos contratos vigentes.

Em 1889, a Companhia Jardim Botânico possuía 68 bondes de passageiros e 38,388 km de linhas, além de 1.300 muares. Uma Uma viagem de bonde entre a Rua do Ouvidor e o portão do Jardim Botânico durava cerca de 1h30.

Em 1889, em função da necessidade de mais veículos para o transporte de “humildes”, é idealizado o bonde tipo “caradura” de 6 balaústres com algum espaço para carga no centro do carro. Mais tarde, o mesmo serviço, já no bonde elétrico, é apelidado de “Taioba”. 

No dia 26 de junho de 1890, pela Botanical Garden, inauguração do ramal de bonde de tração animal entre a Praia de Botafogo e a Praia Vermelha, atendendo à Escola Militar. Neste ano a companhia possuía frota de 90 bondes e 1.300 muares alimentados com alfafa importada do Rio da Prata e 41,693 km de trilhos, incluso linhas duplas e desvios. As mulas eram usadas na tração, pois suportavam melhor as subidas e descidas, enquanto os cavalos se cansavam rápido.  Os cavalos eram mais usados no serviço de Tylburis.

No dia 30 de agosto, de 1890 a Companhia Jardim Botânico assina seu novo contrato de concessão com a Prefeitura do Distrito Federal.


Intervalo Mínimo, em minutos,  nas principais  companhias de carris  em 1890:

Carris Urbanos                                   3  
Jardim Botânico                                 10  
Villa Izabel                                        15  
Plano Inclinado (Santa Teresa) 15 
Companhia São Christóvão 20 
Jacarepaguá                                     70


Em 1890, início da obra de  abertura do túnel do Barroso (atual túnel Velho), com recursos da  própria  Companhia Jardim Botânico.

No dia 6 de agosto de 1891,a Companhia Jardim Botânico  inaugura nova linha pela Praia do Flamengo e Rua Dois de Dezembro, ainda com  bondes de tração animal. 

No dia 7 de julho de 1892, após 8 meses de obras, inauguração do Túnel Barroso,  depois denominado Túnel Velho, ligando a rua Real Grandeza em Botafogo à rua do Barroso (atual Siqueira Campos) em Copacabana. O túnel contava com 180 metros de extensão e 6 metros de largura.

O túnel foi construído com recursos da própria Companhia Ferro-Carril Jardim Botânico, inaugurando o serviço de bondes para Copacabana, ainda em tração animal, iniciando o processo de loteamento do bairro, na época, por duas empresas imobiliárias. No mesmo dia é inaugurada a estação de bonde provisória, na esquina das ruas Siqueira Campos (antiga rua Barroso) e Nossa Senhora de Copacabana. Só era permitida a passagem de bondes pelo túnel. Somente em 1901 foi entregue ao livre trânsito público.  Com a abertura do túnel do Leme em 1906, passou a ser conhecido como  túnel Velho. Em 1927, foi remodelado, passando a ter 13,20 metros de largura.

Logo depois é inaugurada nova linha ligando a rua da Passagem ao Túnel, pela rua General Polidoro. Nesse ano a companhia construiu 2,043 km de novas linhas, incluindo desvios e traspasses.


No final de 1892 são desapropriados os os prédios necessários a construção da estação inicial da Companhia Jardim Botânico e da construção de sua linha circular, na confluência das ruas de São José e da Ajuda.

No dia 27 de abril de 1893, o Prefeito Cândido Barata Ribeiro fez uma excursão de inspeção à Copacabana, Leme e Ipanema, fazendo o trajeto à cavalo entre a estação terminal de bondes da Companhia Jardim Botânico da Praça Malvino Reis (atual Serzedelo Correia) até a Igrejinha (Posto 6), onde toma um bonde de tração animal em linha provisória em direção  ao Arpoador,  implantada pelo Coronel José Silva, sócio do Barão de Ipanema que loteou o bairro com seu nome.

A linha provisória foi extinta em 1903,  e era ampliada de acordo com a ocupação dos lotes do entorno da rua Francisco Otaviano, chegando até o final do Arpoador, onde a Sociedade Copacabana Sport havia adquirido o terreno para implantação de um balneário.

Linhas da Companhia Jardim Botânico, por volta de 1890

Em 1892, bond da Companhia Jardim Botânico na rua da Guarda Velha, ao lado da Imprensa Nacional, seguido por uma carroça. Nota-se que os bondes circulavam pela esquerda.


TRAÇÃO ELÉTRICA

A partir do segundo semestre de 1891 início da alta dos preços das forragens para alimentação dos animais da tração, tornando-se mais vantajoso a implantação do sistema elétrico de tração. Em pleno coração da cidade, em péssimas condições de higiene, haviam grandes áreas para a pastagem de animais: Largo do Machado (Jardim Botânico), Rua Marechal Floriano (atual prédio da Light), Mangue (Carris Urbano e São Christóvão), e  Voluntários da Pátria (atual Cobal). Segundo o engenheiro Coelho Cintra, diretor técnico da Companhia Jardim Botânico “o fracasso de duas tentativas para o emprego da tracção elétrica, além da fallencia da empreza dos carros a vapor conhecidos então por “maxambombas”, ainda mais robustecia a intransigencia dos rotineiros. Ninguém queria tomar a sério o emprego da electricidade como força propoulsora dos bondes. “

No dia 8 de outubro de 1892, a Companhia Jardim Botânico, inaugura  oficialmente a primeira linha de bonde elétrico da cidade do Rio de Janeiro e da América do Sul, ligando o Largo da Carioca ao Largo do Machado pela praia do Flamengo, com extensão de 3,5 quilômetros e bitola de 1.435 mm. A companhia possuía 4 bondes elétricos e nesse mesmo ano foram encomendados mais 6 bondes elétricos aos Estados Unidos. A companhia também contava com  85 bondes abertos, 4 fechados e 6 para bagagem. Os bondes elétricos eram fornecidos pela casa Thomson-Houston International Electric Co. de New York, 2 eram munidos de motores sistema S.R.G., e no último, que foi encomendado mais tarde, foi adotado o sistema W.P., mais moderno. Os motores W.P. também se apresentaram mais resistentes à água salgada das ressacas de fins de 1892 e início de 1893.



Inauguração da tração elétrica em 1892

Circular dos bondes elétricos da Companhia Jardim Botânico,  Largo da Carioca, implantada em 1893. Foto Marc Ferrez, por volta de 1895.
AMPLIA


Itinerário da primeira linha de Bonde Elétrico: Largo da Carioca, Ajuda, Senador Dantas,   Passeio, Glória, Russel, Praia do Flamengo, Dois de Dezembro, Largo do Machado.

Em 1893, a Companhia Jardim Botânico conta com  61,616 km de linhas, 13 bondes elétricos e 86 bondes abertos para reboque ou operação em linhas ainda não eletrificadas. Também se encontram em montagem nas oficinas da companhia 7 bondes elétricos.

No dia 10 de fevereiro de 1893, a prefeitura indeferiu o pedido da Companhia Jardim Botânico de construir sua estação Central, em imóvel situado na esquina das ruas São José e Ajuda, alegando falta de espaço. A população também reclamava dos inconvenientes do ponto inicial das linhas da Companhia na rua Gonçalves Dias.


Linhas da Companhia Jardim Botânico em 1893
AMPLIA

Praça José de Alencar, no Flamengo, em 1906
Rua Gustavo Sampaio em 1907

Estação da Praia Vermelha, durante a Exposição de 1908


Marcelo Almirante
Página lançada em 26 de abril de 2018