sábado, 14 de abril de 2018

Linha 53, São Januário


Avenida Francisco Eugênio, em São Cristóvão, no carnaval de 1961. Ao fundo o Morro de São Diogo.




Bonde de Santa Teresa

Desde 1874

Resumo Histórico

Em março de 1871, é realizada concorrência pública para adjudicação de uma linha de carris de ferro para as colinas de Sancta Thereza e Paulla Matos. Após análise das 8 propostas apresentadas, no dia 30 de outubro, através do Decreto nº 5.126, é concedido o privilégio, por 16 anos, a Januário Candido de Oliveira e Eugenio Baptista de Oliveira, para construção de uma linha de carris de ferro entre a cidade e o bairro de Sancta Thereza.

No dia 30 de outubro de 1872, através do Decreto N° 5.126, é concedido ao engenheiro Januário Candido de Oliveira e Eugenio Baptista de Oliveira, ou à companhia que organizarem (Companhia Ferro Carril Carioca), o privilégio para a construção de uma linha de carris de ferro em diversas ruas desta cidade e nos morros de Santa Thereza e de Paula Mattos.

No mesmo ano é organizada a Companhia Ferro Carril de Santa Thereza, cuja linha principal começava na Praça XV, seguindo pela rua Santa Luzia, Largo da Lapa, rua Riachuelo até o Plano Inclinado, com bitola de 0,82 metro.

Companhia Ferro Carril de Sancta Thereza

No dia 12 de junho de 1873, início das obras de assentamentos dos trilhos da Companhia Ferro Carril de Santa Thereza. No fim do ano já estavam assentados 4,897 km de linhas sobre as ruas de Santa Luzia, Riachuelo, Rezende, Arcos e Mangueiras. Todas as linhas da cidade baixa já se encontravam construídas, exceto no trecho em que termina a Rua da Ajuda, esquina com Santa Luzia, até o Largo da Lapa, por motivo de embargo judicial promovido pela Companhia Botanical Garden.

Em 1874, já se encontravam implantados os trilhos da Companhia Carris de Sancta Thereza, tanto na parte alta como na parte baixa da cidade, totalizando 9,083 km de linhas, só faltando a conclusão do Plano Inclinado. Também se encontra em construção a estação central da companhia, na rua do Riachuelo, esquina com Monte-Alegre. A companhia já dispõe de 14 bondes de passageiros e 2 de carga, além de 2 carros encomendados para o Plano Inclinado.

Em 1875, a Companhia Sancta Thereza inaugura sua primeira linha de bonde de tração animal, ainda no trecho de planície, com 7 km de extensão. Continuam as obras do Plano Inclinado, que sofreu atraso no cronograma devido à problemas de desapropriação de terrenos. A empresa possui duas estações provisórias, a primeira na rua do Riachuelo, esquina com Monte Alegre, e a segunda na rua Santa Luzia.

Em 1875, com 9 km de linhas, com bitola de 0,914 metro, e 23 carros, a Companhia transporta 1.740.698 pasageiros.

Em 1876, a Companhia Sancta Thereza opera apenas linhas de bonde na planície e um serviço de diligências no morro, O Plano Inclinado ainda estava em construção.

No dia 13 de março de 1877, inauguração do Plano Inclinado de Santa Teresa, entre a Travessa do Castro e Paula Mattos, com 513 metros de extensão e 2 bondes com capacidade para 28 passageiros. A linha é dupla em 355 metros de extensão, possui três viadutos, dois de ferro e um de madeira, uma galeria, oito muralhas de sustentação e 4 bueiros. 

No alto da linha, em Paula Mattos partiam as duas linhas de bonde de tração animal, uma para o Curvelo e outra para o França. 

No dia 28 de agosto de 1877, as companhias Fluminense, Locomotora, Santa Thereza e Riachuelo solicitam pedido para se fundirem, formando uma só companhia. O pedido é autorizado através do Decreto nº 7.007 de 24 agosto de 1878. 

Em 1877, a Companhia Sancta Thereza adquire mais 4 bondes, sendo 1 para o serviço do morro e 3 para o da cidade.

No dia 24 de agosto de 1878, fusão de 4 empresas de bondes para formação da Companhia de Carris Urbanos, formada pelas Companhia Locomotora, Companhia Santa Theresa (só parte baixa), Companhia Carioca e Riachuelo e Companhia Carris Fluminense. A nova empresa com 55,220 km de linhas que cobrem toda a área central da cidade e seus terminais ferroviários e portuários, também efetua o transporte de cargas. Conta com 67 carros de passageiros, 52 de carga e 770 muares. Em 1907 a empresa passa para o controle da companhia "Rio de Janeiro Tramway Light and Power". 

Em 1878, o Plano Inclinado de Sancta Thereza transporta 544.457 passageiros.

Em 1879, a Companhia de Sancta Thereza conta com 6 carros em operação, sendo 2 no plano inclinado e 4 nas linhas do morro.

No dia 14 de abril de 1883, inauguração do Elevador de Paula Mattos, em Santa Teresa, cuja obra foi iniciada em 12 de junho de 1873. O Elevador foi desativado em 26 de outubro de 1896. 

Em 1883, com 2,5 km de linhas e 13 carros, a Companhia transporta 549.369 pasageiros.

Horários dos bonds de Sancta Thereza em 1884


Ano       Extensão       Passageiros
              (Km)

1883     2,5                 549,369
1887     3,5                 469.144


Societé Entreprises e Travaux du Brésil

Em dezembro de 1888, é assinado o Decreto de transferência da empresa Plano Inclinado de Santa Teresa para a “Societé Entreprises e Travaux du Brésil”.

No dia 20 de dezembro de 1890, inauguração do prolongamento da linha de bonde de tração animal, desde o Largo do França até o Silvestre, com cerca de 4 km de extensão.

Companhia Ferro-Carril Carioca

No dia 12 de fevereiro de 1891, a "Societé Anonyme de Travaux et Enterprises au Bresil" operadora do sistema de bondes isolado de Santa Tereza e do plano inclinado, altera sua razão social para Companhia Ferro-Carril Carioca.

No dia 14 de setembro de 1892, a Intendência Municipal concede à Companhia Ferro Carril Carioca prorrogação do prazo de sua concessão por mais 22 anos, obrigando-a a construir um ramal até o morro de Paula Mattos, até a Igreja de Nossa Senhora das Neves.

No dia primeiro de setembro de 1896, a Companhia Ferro Carril Carioca inaugura a primeira linha de bonde elétrico do bairro de Santa Teresa, ligando o Largo da Carioca ao Largo do França, iniciando também a passagem dos bondes sobre o Aqueduto da Carioca, ainda sem as telas de proteção. No dia 25 de dezembro é inaugurada a eletrificação do trecho entre o Largo do França até a Lagoinha, próximo a Dois Irmãos.

Em 1896, a Companhia Ferro Carril Carioca contava com 9 km de linhas de bitola de 1,10 metro.

No dia 28 de janeiro de 1897, inauguração da eletrificação da linha desde a Lagoinha até a Caixa d'Água do Silvestre. No dia 25 de fevereiro a eletrificação é estendida até o Silvestre. No dia 20 de maio, é inaugurada a eletrificação da linha de Paula Mattos. Com isso a Companhia Carioca passa a ser a primeira empresa de carris totalmente eletrificada da cidade.

Em 1897, a Companhia, com 20 bondes elétricos, transportava uma média de 3.400 passageiros/dia.

No dia 18 de agosto de 1898, através do Decreto N° 552, a Companhia Ferro Carril Carioca recebe autorização da Prefeitura para estender suas linhas de Santa Tereza até o Alto da Boa Vista, com ramais para a Cascatinha e Mesa do Imperador até o Jardim Botânico, pela Estrada Dona Castorina.

Em 1900, desativação temporária do Plano Inclinado de Santa Teresa, após o início da passagem dos bondes pelos Arcos. No entanto o Plano Inclinado é reaberto em 1906. pela Empresa do Plano Inclinado de Paula Matos, e novamente suspenso em 7 de janeiro de 1918.  O serviço é restabelecido alguns anos depois, e finalmente extinto em 1926, após a inauguração da linha de bonde elétrico pela Rua Francisco Muratori.

Cartão Postal circulado em 1901

Detalhe Cartão Postal circulado em 1901

No dia 4 de janeiro de 1903, a Companhia Edificadora, a serviço da Companhia Ferro-Carril Carioca, inicia o reconhecimento do terreno para implantação de ramal de bonde elétrico entre Santa Thereza (França) e o Alto da Boa Vista, com cerca de 17,5 km de extensão.

No dia 7 de junho de 1903, o Sr. Lauro Müller e mais duas pessoas percorrem a picada aberta através da Floresta da Tijuca no percurso a construir entre Santa Thereza e o Alto da Boa Vista. No dia 8 de junho após o acerto da Companhia Ferro-Carril Carioca com a Companhia Edificadora, inicia-se a construção do ramal, sobre o leito da futura  estrada do Sumaré.

Em junho de 1904, início das obras de construção de novo ramal da Companhia Ferro Carril Carioca para o Alto da Boa Vista. No dia 9 de novembro de 1906 é inaugurado o trecho de 5 km de extensão até o Sumaré. Por motivo de uma desavença entre a Companhia Edificadora e a concessionária a obra é paralisada. Esta concessão era regulamentada pelo Decreto Municipal Nº 552 de 18 de agosto de 1898, e o acordo entre o Governo Federal e a Companhia Ferro Carril Carioca lavrado na Inspecção Geral de Obras Públicas em 30 de maio de 1904. O ramal contava com bitola de 1 metro. 

No dia 14 de abril de 1905, a Light torna-se acionista da Companhia Ferro-Carril Carioca.

No dia 25 de abril de 1906, inauguração da segunda etapa do prolongamento da rede da Companhia Ferro Carril Carioca até o Alto da Boa Vista, com novo ramal entre Dois Irmãos (Lagoinha), no bairro de Santa Teresa, e o Sumaré.  No mesmo dia é inaugurado o restaurante, no ponto final da linha, de propriedade da mesma companhia.

Em 1907, prosseguem os trabalhos de estudos e construção do prolongamento do ramal do Alto da Boa Vista da Companhia Ferro Carril Carioca. O primeiro trecho já se encontra em operação, desde 1906, até o km 5 no Sumaré. Os estudos de implantação estão aprovados até o Km 18. As obras de preparo do leito ficaram terminadas num trecho de 7,640 km a partir do Sumaré, no qual já foram assentados 5,240 km de trilhos. A previsão era que dentro de poucos meses a obra estivesse concluída até o Alto da Boa Vista, se não fossem os desentendimentos entre a construtora e a concessionária, levados aos tribunais, que logo paralisaram todas as obras. A obra foi executada com recursos da própria Companhia Edificadora que encontrou dificuldades para ser ressarcida.

Em julho de 1910, no Alto da Boa Vista, segundo relatos, operários da Light arrancaram os trilhos da Companhia Carioca assentados pela construtora Edificadora, assentando novos trilhos até na ponte nas proximidades do colégio Sacré Coeur. A Light, em nota oficial, declarou que desconhecia o fato.

A sentença contra a Companhia Ferro Carril Carioca


Estação Inicial da Companhia Ferro Carril Carioca na Rua Treze de Maio em 1913

Interior da estação Inicial da Companhia Ferro Carril Carioca na Rua Treze de Maio


Mapa  - Linhas da companhias Jardim Botânico, Carioca, e Light and Power em 1915.


Linhas de Bonde em Santa Teresa em 1920:

Riachuelo – Paula Mattos
Carioca - França
Carioca – Lagoinha
Carioca – Silvestre
Carioca – Paula Mattos


No dia 13 de outubro de 1922, através do Decreto 2.786, é prorrogado e modificado o contrato da Companhia Ferro-Carril Carioca.

Em maio de 1926, início da operação de 5 novos bondes de fabricação belga nas linhas do bairro de Santa Teresa.

No mesmo ano são demolidos  os dois pináculos de alvenaria, em Santa Tereza, que o povo chamava de "Dois Irmãos”.

Terminal dos bondes de Santa Teresa, no Largo da Carioca, em 04/06/1930. Foto de Augusto Malta. Acervo da Biblioteca Nacional. 

Detalhe do ponto inicial dos bondes de Santa Teresa, no Largo da Carioca, em 04/06/1930. Foto de Augusto Malta.


Em 1940, segundo o Anuário Estatístico do Distrito Federal, em 1940, a Companhia Ferro Carril Carioca, responsável pela operação dos bondes de Santa Teresa, contava com frota patrimonial de 20 carros motores de passageiros, 11 reboques de passageiros, 1 motor bagageiro, e 3 vagões e pranchas. A linha de maior extensão era a Carioca – Silvestre, com 7,906 km de extensão, e a mais curta, a Linha Muratori – Paula Matos, com 3,296 km de extensão.

No dia 30 de janeiro de 1959, com a demolição do lado sul do morro de Santo Antonio, o terminal das linhas de bonde de Santa Tereza localizado no convento da Ordem Terceira de Santo Antonio, é desativado. A linha passa a ter o seu ponto terminal recuado para a Avenida Chile, o quinto ponto final desde o início da operação.

Companhia de Transportes Coletivos do Estado da Guanabara

Em 1963 a Companhia Ferro Carril Carioca entrega suas linhas ao Governo do Estado da Guanabara, numa época em que o governador Carlos Lacerda travava verdadeira batalha contra os bondes da cidade, tentando também extinguir os bondes de Santa Teresa.  Os moradores de Santa Teresa reclamavam da queda da qualidade do serviço após o controle do Governo, como a troca de motorneiros e a falta de respeito aos horários. 

No dia 31 de julho de 1964, o Governo anunciava a conclusão da reforma dos 21 bondes do bairro de Santa Teresa, todos pintados de azul e branco, a cor da CTC. 

Em 1964 a CTC passa a administrar a operação dos bondes de Santa Teresa que então contava com frota total de 28 bondes motores, sem contar os carros reboques.  A frota de carros motores também contava com bondes tipo Bagageiro e 2ª Classe (Taioba), que circulavam nos horários de pico. 

Em setembro de 1965, a Companhia de Transportes Coletivos abre concorrência para a construção de nova estação terminal dos bonde de Santa Teresa, ao lado da Avenida Chile e Edifício Santos Vahlis.

Em 1966, início da circulação de ônibus em Santa Teresa, ainda em caráter emergencial, devido à queda de barreiras provocadas pelas fortes chuvas em janeiro.  O Governo do Estado anuncia o fim dos bondes de Santa Teresa gerando protestos da população. O serviço de bondes é restabelecido em fevereiro, ainda parcialmente, em função de um trecho de 200 metros ainda bloqueado próximo ao Curvelo.

Em 1966, desativação do ramal da rua Francisco Muratori e do trecho entre os Dois Irmãos e o Silvestre, em Santa Teresa, a pós a tempestade de 10 de janeiro. São desativadas as seguintes linhas: Carioca-Silvestre, Carioca-Lagoinha, Muratori-França e Muratori Paula Mattos.

Em agosto de 1966, a CTC é extingue o uso de reboques nos bondes de Santa Teresa, gerando reclamações e filas  na estação da Avenida Chile. O general Miltom Gonçalves, presidente da CTC e Secretário de Serviços Públicos,  alegava que os carros reboques foram extintos pois não era feita a fiscalização correta sobre o número de passagem cobrada pelos condutores (cobradores). O sistema de bondes do bairro passa a contar com apenas 15 bondes motores em operação. A linha de ônibus da CTC para o Silvestre, que contava com frota de 3 carros, ganha mais 3 ônibus.

Em 1966, o sistema de bondes de Santa Teresa contava com frota total de 28 bondes motores e apenas 9 reboques. Até 1965 praticamente todos os bondes motores circulavam com reboques. Em 1966 todos os reboques foram destruídos, abrindo caminho para a decadência operacional do sistema de bondes e incentivo ao uso do recém inaugurado sistema de ônibus a diesel do bairro.

Em 1967, a linha do bonde de Santa Teresa, entre o Dois Irmãos e o Silvestre é coberta por uma camada de concreto asfáltico. A linha já estava paralisada desde o temporal de janeiro de 1966. 

Em 1967 o  sistema de Santa Teresa  ainda operava com reboques, fazendo duas viagens de manhã e duas à tarde, sempre lotados.

Em 1968, na cidade do Rio de Janeiro, só restava em operação as linhas de bonde do bairro de Santa Teresa, com 20 bondes, transportando uma média de 26 mil passageiros/dia.

A partir do dia 17 de dezembro de 1968, em função da falta de passageiros, é suspensa a circulação dos bondes de Santa Teresa de madrugada, entre 1h e 5h da manhã.

Em junho de 1972, A CTC, que desde 1966 anunciava o fim dos bondes de Santa Teresa para serem substituídos por ônibus a diesel, mais uma vez anuncia o seu fim. Em função de protestos e abaixo-assinado dos moradores, a ideia é novamente descartada.

No dia 13 de novembro de 1972, em função da obra de construção da nova estação do Largo da Carioca, os bondes deixam de passar pelos arcos, fazendo ponto final na esquina das ruas Francisco Muratori e Joaquim Furtado, onde dois ônibus, com intervalos de 10 minutos, levavam os passageiros até o Largo da Carioca.

Em janeiro de 1973, o Governo do Estado da Guanabara e a Petrobrás firmam convênio para urbanização de uma área na esplanada do morro de Santo Antônio. Em troca do terreno a Petrobrás construiu uma garagem subterrânea comprometendo-se a embelezar a praça e construir uma nova estação para os bondes de Santa Teresa. A nova estação é inaugurada dois anos depois, em 31 de janeiro de 1975. O sistema de bondes de Santa Teresa já contou com 30 bondes e 12 reboques. Cada bonde tinha capacidade para 32 passageiros sentados.

Em novembro de 1973, o sistema de Santa Teresa contava com 21 bondes, sendo apenas 8 em operação.

No dia 28 de janeiro de 1975,  é realizado o teste de carga do viaduto dos Arcos, entre a nova estação da Carioca e os Arcos da Lapa. No dia 31 de janeiro, inauguração da nova estação inicial dos bondes de Santa Teresa, na Avenida República do Paraguai, ao lado da sede da Petrobrás. Depois de dois anos os bondes voltam a passar pelos Arcos da Lapa.

Em 1975, o sistema de bondes de Santa Teresa contava com frota patrimonial de 18 bondes, sendo que na média apenas 6 bondes circulavam, sendo 4 na linha de Dois Irmãos e 2 na linha de Paula Matos. A falta de bondes aumentou a taxa de ocupação dos veículos, uma das mais altas da história.

No dia 9 de junho de 1975, início das obras de restauração do trecho Dois Irmãos - Quartel do Corpo de Bombeiros, que apresentava problemas de descarrilamento e rompimento da rede aérea. Estudava-se a recuperação do trecho entre o Quartel e o Silvestre. O trecho de 395 metros, entre Dois Irmãos e o quartel dos Bombeiros é aberto ao tráfego no dia 31 de julho, com a presença do secretário de transportes do Estado Joseph Barat. Era também plano da CTC estender os trilhos do Silvestre até as Paineiras com novos modelos de bonde fechados. Desde 1967 os trilhos do trecho do Silvestre estavam cobertos por um recapeamento de asfalto.

Em setembro de 1976, entrega do  bonde nº 19, integralmente reformado nas oficinas da CTC.


Marcelo Almirante
Página lançada em 14 de abril de 2018







terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Largo da Carioca

20/02/2018 - Marcelo Almirante

O centro da cidade sempre foi o ponto de conexão entre as linhas de bonde da Zona Norte com a Zona Sul. Inicialmente, ainda na época dos bondes de tração animal, todas as companhias tinham o seu ponto final na Rua do Ouvidor, principal via comercial e centro da vida social da cidade.

Com o passar dos anos, em função das ruas estreitas e com o aumento do tráfego, o ponto final dos bondes da Companhia Jardim Botânico, que explorava com exclusividade os bairros da Zona Sul, é transferido da Rua do Ouvidor para o Largo da Carioca, onde é construído um grande rodo para o retorno dos bondes. Mais tarde em 1892 é inaugurada  primeira linha de bonde elétrico da Companhia, entre o Largo da Carioca e o Largo do Machado.

No dia primeiro de setembro de 1896, a Companhia Ferro Carril Carioca inaugura a primeira linha de bonde elétrico para o bairro de Santa Teresa, ligando o Largo da Carioca ao Largo do França, iniciando também a passagem dos bondes sobre o Aqueduto da Carioca, ainda sem as telas de proteção. 

Terminal dos Bondes da Companhia Jardim Botânico no Largo da Carioca,  por volta de 1910







Em 1932 os bondes da Companhia Jardim Botânico, que cobriam os bairros da Zona Sul, transportavam cerca de 220 mil passageiros/dia, enquanto os bondes do bairro de  Santa Tereza transportavam cerca de  3.000 passageiros/dia. O bairro de Santa Teresa contava com 12 mil habitantes.

No dia 30 de outubro de 1933, é oficialmente inaugurada a nova estação inicial dos bondes da Companhia Ferro Carril Carioca, sob a marquise do Edifício Carioca, no Largo da Carioca.

Largo da Carioca em 1935

Em 1939 é inaugurado, no Largo da Carioca, o novo abrigo e ponto terminal dos bondes da Zona Sul, logo apelidado pela população de "Tabuleiro da Bahiana".

“O novo abrigo que substituiu a tradicional Galeria Cruzeiro, na sua função de estação terminal de todas as linhas de bondes da zona sul da cidade. É uma das mais recentes realizações da Municipalidade e veio beneficiar grandemente o público, resolvendo, com sua passagem subterrânea, o problema do trânsito nas ruas 13 de Maio e Bettencourt da Silva.” 

Revista Brasileira Illustrada, novembro 1939






Largo da Carioca em 1950

Tabuleiro da Baiana na década de 1950


Tabuleiro da Baiana, visto da rua Senador Dantas

Estação Carioca do Metrô em construção em 1976

terça-feira, 10 de agosto de 2010